O técnico Luiz Felipe Scolari e o auxiliar Flávio Murtosa levam a sério o status de “professores” diante de seus comandados no Palmeiras. Em cada treinamento, não hesitam em paralisar jogadas e orientar individualmente o posicionamento de cada jogador – corrigindo erros e apontando soluções. O que para muitos jogadores pode ser encarado como perseguição, para o lateral-esquerdo Juninho a oportunidade no Verdão é levada como um aprendizado.
O lateral-esquerdo já é o segundo a ganhar “tratamento especial” da comissão técnica na posição. Na última temporada, o jovem Gabriel Silva fez diversos trabalhos isolados do grupo com Murtosa, visando melhorar principalmente os cruzamentos no setor ofensivo. O trabalho deu resultado, e o jogador, formado na base do Verdão, foi negociado com a Udinese-ITA no fim do ano passado. Juninho também escuta com atenção os conselhos do treinador.
– Estou há pouco tempo aqui, mas, quando cheguei, ele me pediu para manter o que vinha fazendo no Figueirense, melhorar nas minhas deficiências e continuar jogando. Apoiando quando tem de apoiar e prestando atenção no posicionamento. São coisas que estão me ajudando no dia a dia – disse o lateral.
Contratado pelo Verdão no início do ano após atuações de destaque pelo Figueirense no último Brasileirão, Juninho chegou ao Verdão com status de titular – já que o reserva Gerley ganhou chances em 2011 e não agradou. Entrosado com os companheiros e autor de um importante gol (no clássico contra o Santos, nos acréscimos do segundo tempo), ele mostra ser exigente. Mesmo quando Felipão não aponta erros cometidos, cobra de si mesmo para evoluir.
– Tenho consciência do que preciso melhorar: minha marcação e um pouco de posicionamento. O cabeceio também tenho de trabalhar mais, até pela minha altura. Sei que tenho de trabalhar isso. O resto é manter o que venho fazendo – disse Juninho.
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