Dois goleiros que treinaram todos os dias durante anos, dividiram quarto nas concentrações, disputaram a mesma vaga no banco de reservas e viraram amigos, muito amigos. Neste domingo, pela primeira vez, eles estarão em lados diferentes. Parceiros desde a adolescência e cheios de histórias para contar, Diego Cavalieri e Bruno fazem duelo à parte no Fluminense x Palmeiras deste domingo, às 18h30m (horário de Brasília), no Engenhão. A missão não é fácil: um terá de parar o artilheiro Fred, que tem oito gols no Campeonato Brasileiro. O outro terá de segurar Barcos, autor de golaços contra o Botafogo, na quarta-feira.
Os dois foram revelados pelo Verdão e chegaram ao clube no fim dos anos 90. Diego é dois anos mais velho do que Bruno, e por isso subiu antes para a equipe profissional, em 2005. Quando o mais jovem subiu, em 2008, Diego já era titular incontestável da meta palmeirense, enquanto Marcos estava machucado. Quando o ídolo se recuperou, os dois disputaram uma vaga no banco de reservas - até o mais velho ser negociado com o Liverpool, da Inglaterra.
Mesmo depois da separação, os dois trilharam caminhos semelhantes. Diego teve poucas chances na Europa, foi negociado com o Cesena, da Itália, repatriado pelo Fluminense no começo de 2011. No Tricolor, teve de lutar bastante para ganhar confiança e virar titular. Vive agora seu melhor momento, com grandes atuações e o aval do técnico Abel Braga.
Já Bruno continuou no Palmeiras e foi reserva de Marcos por anos. Em 2011, chegou a ser emprestado para a Portuguesa. De volta, viu a aposentadoria do ídolo, foi reserva de Deola, mas só conquistou a vaga na metade da Copa do Brasil. As boas atuações e o título nacional lhe garantiram uma continuidade na sempre exigente meta alviverde. Quem trabalhou com os dois avisa que o duelo deste domingo será bom. Ninguém melhor para falar dos amigos do que o preparador de goleiros Carlos Pracidelli, professor de Diego e Bruno por anos no Palmeiras.
- Será o encontro de dois irmãos. Sei que eles se falam sempre, e isso é o importante no futebol. Aqui no Palmeiras nunca existiu rivalidade entre os goleiros. Apesar da disputa pela posição, ao longo dos anos todos eles sempre se trataram com extremo companheirismo. Hoje, eles colhem os frutos dessa parceria - disse Pracidelli.
Dentro de campo, há outras atrações além dos goleiros. O Flu terá mais uma vez o ataque formado por Fred e Rafael Sobis, mas já não terá a opção de Rafael Moura, negociado com o Inter. O Palmeiras confia na dupla formada por Obina e Barcos. O time, que já não tinha o machucado Valdivia, não terá Luiz Felipe Scolari no banco de reservas - ele pegou dois jogos de gancho no STJD, depois de uma expulsão contra o Bahia.

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