A diretoria do Palmeiras vai pedir ao STJD a anulação da expulsão do zagueiro Henrique. Ele levou um soco de Edílson, do Grêmio, não revidou e, mesmo assim, tomou o cartão vermelho do árbitro Ricardo Marques Ribeiro durante o empate em 1 a 1 que garantiu o Verdão na final da Copa do Brasil, na última quinta-feira. O grupo ficou indignado com o desfalque que ganhou para o primeiro jogo da decisão, contra o Coritiba. Por isso, o plano é entrar com recurso até o início da próxima semana.
– É um absurdo o que fizeram com o Henrique. Ele não fez nada e levou cartão. Vamos analisar as imagens, levar ao jurídico e encaminhar para os tribunais – afirmou o presidente Arnaldo Tirone.
– Não quero culpar ninguém pela expulsão, mas eles (gremistas) fizeram muita pressão. O cara chutou a cabeça do Barcos no lance anterior, fui só tirar satisfações. Mal terminei de falar e ele me deu um soco na boca. Sendo o capitão do time, tenho o direito de me comunicar. E fui expulso sem motivo – desabafou Henrique.Na saída da Arena Barueri, Henrique se mostrava chateado com a atitude da arbitragem. O zagueiro diz que apenas quis evitar uma confusão maior e que evitou brigar com os jogadores do Grêmio.
O técnico Luiz Felipe Scolari relembrou um caso que ficou muito famoso – e Felipão acabou “prejudicado”. Em 1997, o Vasco conseguiu um efeito suspensivo para Edmundo na decisão do Campeonato Brasileiro, diante do próprio Palmeiras. O atacante havia sido expulso na partida anterior, mas foi beneficiado por um recurso do STJD, entrou em campo e foi campeão. Com Henrique, ele quer destino semelhante.
– Gostaria que os tribunais solicitassem imagens para ver o que aconteceu com o Henrique. Ele recebeu um soco, saiu da confusão e mesmo assim foi expulso. Essa punição não existe. Em 97, o Edmundo foi expulso. Viraram o código penal de cabeça para baixo, e ele jogou. Uma punição dessas, logo em final, mancha a imagem da competição. Ninguém vai ficar satisfeito – avisou Felipão.
Henrique se tornou peça-chave do esquema do técnico que deu certo nas últimas partidas. Jogando mais adiantado, como volante, o zagueiro melhorou a proteção à defesa e de quebra deu qualidade à saída de bola. Caso ele fique fora do primeiro jogo da final, Felipão terá dor de cabeça para escolher o substituto.

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