sábado, 19 de maio de 2012

Com nova numeração, Barcos tenta espantar ‘maldição’ da camisa 9


Barcos Palmeiras (Foto: Anderson Rodrigues / globoesporte.com)Barcos, em treino do Palmeiras na Academia
Desde que adotou a numeração fixa nas camisas, em 2007, o Palmeiras tem encontrado dificuldades para encontrar um camisa 9 que corresponda às expectativas da torcida, acostumada a nomes históricos como César Maluco e Evair. Neste sábado, contra a Portuguesa, no Pacaembu, o argentino Hernán Barcos vai herdar o número depois de um rearranjo nas camisas da equipe para o Campeonato Brasileiro.
Com a camisa 29, foram 11 gols em 21 jogos. A missão do “Pirata” é acabar com o incômodo que outros donos da 9 tiveram no Verdão. A diretoria acredita que Barcos terá sucesso.
– Achamos que o número cai bem no Barcos, ele tem muita personalidade. E é só um número, não há nada cabalístico nisso. Acredito que ele vai manter sua média de gols e dar muitas alegrias – disse o vice-presidente Roberto Frizzo.
Desde 2007, oito nomes diferentes foram estampados na camisa que indica o centroavante da equipe. O primeiro foi Osmar, que começou bem, mas passou boa parte do Campeonato Brasileiro machucado. Já Alex Mineiro, em 2008, conseguiu convencer em uma temporada inteira. Foram 63 jogos e 37 gols naquele ano, que marcou a conquista do último título do Palmeiras – o Campeonato Paulista. Apesar dos esforços do clube, Alex não ficou para o ano seguinte e a “maldição” teve início.
É só um número, não há nada cabalístico nisso"
Roberto Frizzo, vice de futebol
Em 2009, Keirrison chegou festejado depois de uma temporada fantástica pelo Coritiba. Começou mantendo uma média alta de gols e terminou sua passagem meteórica com 24 em 35 jogos. O problema é que o centroavante não correspondeu nos momentos decisivos – destaque para a eliminação na Taça Libertadores para o Nacional-URU. Negociado com o Barcelona, Keirrison não se firmou mais e voltou neste ano ao Coxa.
Sem Keirrison, o novo dono da camisa 9 só apareceu no fim daquela temporada: Vágner Love, contratação desejada pelo presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e trazida depois de muito esforço. Foram apenas cinco gols e 12 jogos no Brasileiro de 2009, que o Verdão liderou por um bom tempo, mas no fim perdeu até a vaga na Taça Libertadores. Revoltada, a torcida protestou e Love foi um dos mais perseguidos. Uma briga com torcedores em um banco de São Paulo selou a saída do centroavante, revelado pelo próprio Verdão em 2003.
Em 2011, o uniforme passou por três jogadores: Wellington Paulista, que sequer fez gol em uma curtíssima e conturbada passagem pelo Palmeiras, Vinícius, que usou o número na Sul-Americana, e o último deles: Ricardo Bueno. Contestado por torcida e parte da diretoria, o atacante teve poucas chances e fez apenas quatro gols em seu período no clube. Devolvido ao Atlético-MG, Bueno abriu espaço para Barcos adotar a 9. Se o argentino conseguir ao menos cumprir sua média de gols na temporada (27), a “maldição” já terá ficado para trás.A “crise” da camisa se agravou em 2010 e 2011. As duas temporadas começaram sem que houvesse uma definição sobre o número 9, que ficou vago por um bom tempo. Em 2010, apenas Kleber pôde vestir a camisa – foi inscrito com ela na Copa Sul-Americana, que só permite numeração de 1 a 25 (o Gladiador costumava usar a 30).
Confira o desempenho de todos os camisas 9 nos últimos cinco anos:
2007 – Osmar (24 jogos, 9 gols)
2008 – Alex Mineiro (63 jogos, 37 gols)
2009 – Keirrison (35 jogos, 24 gols) e Vágner Love (12 jogos, 5 gols)
2010 – Time passou a temporada sem camisa 9. Na Sul-Americana, Kleber (119 jogos, 39 gols no total, a maioria com a camisa 30) usou o número 9.
2011 – Wellington Paulista (9 jogos, 0 gol), Vinícius (apenas na Sul-Americana, 32 jogos, 1 gol) e Ricardo Bueno (30 jogos, 4 gols)

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